quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Google Chrome é ótimo, mas só pra uso pessoal, né? Essa coisa de mostrar as seis ultimas paginas que você mais acessou bem na aba inicial não é nada nada profissional.

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Além de baixar In treatment com uma temporada inteira de atraso, eu resolvi baixar Party Down também. É a nova série do nosso querido e eternamente amado Rob Thomas, também criador de VERONICA MARS, a série mais injustamente cancelada ever. Já tá no sexto episódio e eu mal acabei de saber da existência da série. Mas tudo bem. E pior é que amanhã é feriado, e eu não tenho internet em casa, então só tenho como baixar aqui no trabalho, e já to baixando Fringe (to DOIS episodios atrasada!), e queria baixar UM MONTE DE EPISODIOS dessas duas séries novas até o final do dia, mas pelo visto não vai dar.

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Programão do feriado: show de samba na QUINTA DA BOA VISTA. rá.

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Fringe tá numa LENTIDÃO pra baixar, que ninguém acredita!

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Começo a sentir falta da minha internet em casa.
Comecei a assistir "In treatment". Dez mil episodios na primeira temporada, já tá na segunda temporada, mas eu resolvi COMEÇAR a baixar só agora. Mas enfim, não sei dizer ainda se gostei ou não. Meio paradinha e tal, mas de alguma forma me prendeu e eu assisti aos 3 primeiros episódios. Mas o que me chamou a atenção MESMO foi que, ao menos TRES personagens (é um paciente por dia, então serão 5 pacientes, eu acho) são de séries que já acabaram. Laura é a Melissa George, que será eternamente a vilã mais nojenta ALIAS, Lauren Reed. Aliás, eu não gosto dessa atriz até hoje por causa dessa personagem. Peguei antipatia e tá difícil de reverter o quadro. Bem, mas enfim, ALIAS acabou, ela ficou perdida por aí e foi se tratar com o Dr. Paul. No segundo dia teve o Alex, interpretado pelo gostoso do Blair Underwood, que era o vilão (gente, só vilões, hein?! todo mundo ficou maluco, credo) da minha adorada e cancelada Dirty Sexy Money, Simon Elder. Bem, ok, ele já foi também um professor em The new adventures of old Christine, mas sinceramente, eu nem lembrava. O que marcou foi o vilão. Aliás, eu NUNCA vou saber se ele era REALMENTE vilão, porque, né, CANCELARAM a série sem dar direito nem a um final decente. E por ultimo, no terceiro dia foi a Sophie, interpretada pela Mia Wasikowska (nunca que eu ia sequer lembrar desse nome, viva o imdb, obviously) que... que... hm. que não era ninguém. Me enganei. Acabei de ver no imdb. Eu a confundi com a Sarah Drew, que interpretava a vilã... ok, não era vilã, era a Hannah em Everwood. Mas então apaga, a Mia Wasikowska nunca trabalho em outra série. Mas, tã-rãn, ela vai ser a ALICE! Sim! Ela é a ALICE de Alice in Wonderland, do Tim Burton! Yaayy! Gostei de saber disso. Como Sophie ela é MUITO chatinha, mas tirando a chatice da PERSONAGEM (espero eu que seja), ela realmente tem carinha de Alice. Gostei. Viram? Informações, hein?! Coisas que nem eu mesma sabia, eu acabo descobrindo graças aos meus posts pra ninguém desse blog. É issaê, stay tuned!
E de 10.000 livros eu não comprei nenhum. hahaha. Veja bem. Não é que não tenha NENHUM livro que me agrade em DEZ MIL. Mas, né. Pra uma criatura que sai do trabalho com CINCO reais na carteira, vocês hão de concordar que não dá pra sair comprando QUALQUER livro por aí, mesmo que esteja custando DEZ REAIS. Porque é MAIS do que eu tinha ONTEM. Só se fosse um livro MUITO BOM, que valesse MUITO a pena. Mas se eu não estivesse nessa fase de vender o almoço pra ter a janta, ah, eu compraria uns livrinhos sim. Tem uns legaizinhos e tal. Mas pra mim, fica pra próxima.
Simpatias infalíveis para o sexo

hahahaha. Tá de sacanagem que alguém compra isso, né. Quer dizer, tá de sacanagem que o Submarino VENDE isso, né.
Daí que o Submarino anuncia a promoção: 10.000 livros por apenas R$ 10,00. Ok. Eu acredito, né. Aí clico. E vou procurar:

- Harry Potter - não disponível
- Qualquer livro que fale sobre mães (né, véspera do dia das mães!): não disponível
- Pollyanna - não disponível

ai, caralho!mba! Será possível que entre DEZ MIL LIVROS, eu só queira os que não tem?????? Não! É que a Submarino só disponibiliza as bombas, mesmo!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Como uma pessoa consegue ter a coragem de sair do trabalho só com cinco reais na carteira, eu não sei. Tipassim:

passagem de volta pra casa, hoje: 2,20
passagem de vinda pro trabalho, amanhã: 2,20

Imprevistos? bah, fora de questão!

né?

pois é. Prazer.
Daí minha única saída contra a falta do que fazer no trabalho é ler ARQUIVOS de blogs legais. E ontem eu DEVOREI esse aqui. Só não li TUDO pq, né, deu a hora de ir embora. hahahaha
Mas ninguém mais posta nada nessa blogosfera, hein?!
êta sentimento de posse e carência da porra!

Talvez a legenda da foto tenha colaborado pra isso, mas assim que eu vi essa foto, me veio à mente aquelas cenas de filmes em que o casal tá sorrindo para a foto e ali entre eles ficam sussurrando "você é uma megera", ou "seu broxa", etc. Eu sei, eu sei, estamos falando de Tom Hanks, né. Mas, vejam bem, sou EU que estou falando. E eu não acredito em demonstrações efusivas de amor em público. Não acredito mais. Pra mim é tudo uma baita duma hipocrisia. Quanto mais você chama a atenção pra isso, menos eu acho que é de verdade. Enfim. Só uma opinião de uma pessoa que perdeu a fé no amor pelo caminho.

Yaaayy!! Creed is back! Ao menos eu ainda tenho uma chance de assistir a um show deles! Fiquei tão feliz com a notícia!

A felicidade é muito fácil de ser encontrada, mas tão difícil de ser enxergada.

terça-feira, 28 de abril de 2009

"- Eu sabia que não estava bem, sabia que não faria bem para ela, para ninguém. Eu a destruí. E isso é imperdoável. Eu não me perdôo por isso. Não posso me perdoar. E sinto vergonha disso. É isso o que sinto hoje. Vergonha. 
- Bom. É um começo.
- Como isso é um começo?
- Agora o conhece. O sentimento. Precisa saber o que sente, antes de passar para um lugar melhor."

Grey's Anatomy - Episódio 20 da 5ª temporada. 
Eu me distraio MUITO facilmente. 
Juro que confundi Skank com SUPLA. JURO. Explico: a musica começou a tocar na rádio e eu obviamente não conhecia, e nem reconheci a voz. Daí eu pensei "nossa, será q o SUPLA tá com uma musica decente????". Daí fui no site da rádio ver. E era SKANK. Com a musica "Sutilmente". Gente. Tá muito parecido com o Supla no início. Sério mesmo. Se o Supla não fosse punk, ele poderia até cantar parecido com o Samuel Rosa.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Que tédio, meu deus. Hoje é sexta feira? SERIOUSLYY???
eu devo ter cara de trouxa.
Que livro é você?

"Doidas e santas", de Martha Medeiros

Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda? Eis a questão da jovem (ou nem tão jovem) mulher profissional, cosmopolita e, apesar de tudo, muito romântica. Eis a sua questão! Confesse: quantas horas semanais você gasta conversando sobre encontros e desencontros sentimentais com as suas amigas? Aliás, conversando não. Analisando, destrinchando... Mas isso não quer dizer que você só questione a existência de príncipe encantado, não. A vida adulta hoje não está fácil para ninguém, como bem mostram as 100 crônicas de "Doidas e Santas" (2008), que retratam os sabores e dissabores da vida sentimental e prática nas grandes cidades. 


Eu juro que não gasto horas conversando sobre homens com minhas amigas. Pra começar, eu nem tenho muitas amigAs. E depois, eu simplesmente DETESTO ficar falando sobre homem com as poucas amigas que eu tenho. Com tanta coisa melhor pra falar, gente! Tanta coisa mais divertida e interessante. Aliás, acho que é por isso que eu prefiro conversar com homens. Detesto mulheres que SÓ FALAM em homens.

“O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua”

Gente... será? Tenho lá minhas dúvidas. Só ficou o músculo que bate e faz circular o sangue, mesmo. Ah é. Pode ser isso. Verdade. Os amores passaram, mas, vejam! eu consegui permanecer viva.
"E se somos um e estamos todos colados, fazer mal ao outro é fazer a si próprio, e vice-versa. Como quando a gente julga alguém, ou pensa um "bem feito" ao saber que alguma desgraça aconteceu pra alguém que a gente não gosta."

da mestra.
Eu me choco com o tanto que mudei. Porque não queria. Não queria ter perdido a capacidade de acreditar. Não queria ter perdido a capacidade de sonhar. Não queria. Mas quando se aprende que a vida foi feita pra ser vivida segundo a segundo, você automaticamente perde a capacidade de sonhar. E quando se morre na praia tantas e tantas vezes depois de ter nadado tanto por ter acreditado, chega uma hora em você pára de morrer porque aprende e pára de acreditar. E é isso. A gente muda.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Às vezes a saudade vem tão forte, tão forte... que eu não sei o que eu faço. 
Às vezes fica difícil não enjoar de mim. Mas eu tento.
Olha, mas que palhaçada em torno da gravidez da Ivete Sangalo, hein?! Num é por nada não, mas pra que tanto mistério? Não querer falar é um direito dela, mas então não fica QUATRO MESES DEPOIS, querendo CONTAR UMA NOVIDADE, com direito a disputa de apresentadores sobre o "privilégio" de ser o primeiro programa a dar a notícia. Porque, né, ninguém é idiota. TODO MUNDO JÁ SABIA. Então fica aquela coisa meio 'q'. Não quer falar, não fala, é um direito. Mas também não vem fazendo estardalhaço pra anunciar uma coisa, como se ninguém ainda soubesse. Mantenha o que estipulou do inicio até o final. Se não quer fazer estardalhaço da gravidez, então NÃO FAÇA. Em mês nenhum. Fica andando com a X*u*xa, é nisso que dá.  

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Soletrando

reconstruir v. tr.

reconstruir (í) - Conjugar
v. tr.

1. Reedificar.
2. Formar de novo.
3. Reconstituir.
4. Reformar, reorganizar.
"Hoje eu vou magoar você, e não vai ser sem querer... "*

Estou mal. Sinto como se os ultimos resquicios do que eu fui até o ano passado estivessem se esvaindo por entre meus dedos. O problema é que são resquícios da parte BOA que eu fui. Quando minha vida era divertida. Quando eu ria muito nos finais de semana. Quando eu era alegre. Quando eu era feliz. Quando eu tinha amigos. Quando eu tinha pessoas com quem compartilhava as coisas. Havia, obviamente, um lado ruim nisso tudo. "ruim", assim, entre aspas. Um "ruim" que eu fui levando por anos e anos porque até então, ao colocar o ruim e o bom na balança, o bom sempre tinha mais peso. Então, enquanto o bom pesava mais, eu ia ignorando o ruim. Até que eu me revoltei. Cansei. Cansei de ter tudo meia boca. Ou eu ia ter tudo, ou nada. E chutei o balde. Adivinhem o que ficou? O nada. Mas eu tava bem. Não feliz, mas bem. Porque afinal não dá pra se "meio" ter uma coisa pra sempre. Simplesmente nao dá. Pra sempre não. Tudo tem um prazo. Pois bem. Só que com isso, as várias outras coisas que se apoiavam nessa coisa boa, também se ruíram. Como uma fileira de pedras de dominó, sabe? Quando a gente coloca todas em pé e derruba uma, e aí todas as outras vão caindo? Pois é. Tudo caiu. E eu... eu tentei me manter de pé, afinal foi uma decisão consciente. Mas só eu sei a que custo consegui ficar de pé. Mas, well, consegui. Não morri. Eis-me aqui. Quase 6 meses depois, sinto como se tivesse sido todo um processo de sair do chão mesmo, para conseguir ficar de pé, ereta. Todo o processo da criança que aprende a andar. Arrastei no chão, engatinhei, comecei a dar os primeiros passos cambaleantes, depois uns passos certos e, ufa, parei de pé. Pois bem. Agora tudo ao redor começa a ruir novamente. Parece que tudo tem que zerar. Tudo. Todo o meu passado, todos os meus amigos, tudo o que eu conhecia, tudo. Mas não é isso. Não é que alguma coisa tenha que zerar. É que a vida não pára. As pessoas mudam. As pessoas evoluem. As pessoas crescem. Não do jeito que eu pensei, não do jeito que eu planejei, ou imaginei. Não. Isso não quer dizer que seja algo ruim. Não é bom e nem ruim. Isso é simplesmente a vida. E aquilo que eu "planejei" ("imaginei" é melhor) pra mim não acontece, porque a vida não é pra ser planejada. A vida não segue uma linha, ou melhor, não segue pela NOSSA linha. Então a questão é que perdi tanto, meus melhores amigos, perdi tudo, perdi coisas materiais, perdi, me perdi. A impressão que tenho é que estou zerando. Zerando, zerando. Sinto que um dos meus melhores amigos também vai tomar um rumo na vida que vai distanciá-lo de mim. Eu sei, eu sei, o que é pra sempre, é pra sempre, não há distancia que acabe com uma amizade, eu SEI. Mas não vamos negar que é MUITO MELHOR quando eu tenho o meu amigo ali, perto de mim, todas as horas. E olha que esse "perto" já nem é tão perto assim, mas ok. Mas então. Aí eu vou vendo que o circulo está se fechando e que eu vou voltando a ser o que eu era antes disso tudo. Antes, bem antes. Quando eu não gostava de mim. Eu era uma pessoa sozinha. Basicamente sozinha. Sem amigos. E eu acho que estou sendo esvaziada. Aos poucos, mas esvaziada. Como uma boneca inflável. Quando sair todo o ar, será que aparecerá alguém para me encher novamente? Ou será que não é pra deixar esvaziar? Será que eu ainda tenho forças pra isso? Ou será que não?


* Superpoder - Wonkavision

sexta-feira, 17 de abril de 2009

às vezes eu to triste, mas disfarço. não digo pras pessoas, pq não acho justo estragar a alegria delas com minha tristeza. Sabe aquela coisa? da pessoa vir falar com vc toda empolgada, toda feliz e contente, e se eu lançar um "ai, to triste", pronto, pluft, lá se vai a alegria da pessoa. Se não for embora por consideração (eu, por ex, não conseguiria manter a alegria se vejo um amigo triste. não a MINHA alegria. posso tentar animá-lo, mas a MINHA alegria não tem como compartilhar com ele, né), vai embora porque é um balde de água fria voce contar alguma coisa todo empolgado pra alguém e a pessoa vem com um "to triste". Enfim. Então muitas, muitas vezes eu não digo. Finjo que tá tudo bem. Me esforço ao máximo para não transparecer. Até penso em falar. PRECISO falar. Mas não falo. E aí muitas e muitas pessoas pensam que eu não to triste nunca, que eu to sempre bem, que, oh, eu sou super duper alto astral. psé. Eu sou super duper fechada. E, pouco a pouco, os poucos pra quem eu posso/poderia falar também se foram. Por um ou outro motivo. De um ou outro jeito. To vendo que vai chegar o dia em que eu não poderei me abrir mais com ninguém. Eu acho isso triste. Bem triste.
Na boa, LOST tá me deixando com preguiça de pensar. Não consigo mais desenvolver um pensamento sequer sobre. Só acompanho. Esperando eles mesmos me darem a resposta. Porque tentar adivinhar cansa, né?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O que mais me deixa agoniada nessa minha eterna contenção de despesas (até eu terminar de quitar TODAS as minhas dívidas) que não termina nunca (previsão de término: JULHO. JULHOQUENAOCHEGANUNCA) não é não poder comprar roupas, ou sapatos (ok, não poder comprar sapatos me agonia mais do que não poder comprar roupas, mas continuemos). O que mais me deixa agoniada, com vontade de jogar todo esse controle pro alto, gritar e sair correndo com o cartão de crédito nas mãos até chegar na maquininha mais proxima pra poder dizer “QUEIMA TUDO!”, é não poder comprar LIVROS. Que a-go-ni-a. TANTOS livros que eu quero comprar, TANTAS boas recomendações, eu querendo comprar TODOS, e não posso. Isso me deixa muito nervosa. Muito mesmo. E não poder viajar também. Argh. Ainda bem que ao menos o sexo é de graça.

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Tá, Angelina Jolie foi eleita a mulher mais linda do mundo. Gente. Já foi, né? Porque hoje, magra daquele jeito, com aqueles ossinhos todos aparecendo, não! Ela é linda sim, mas a mais linda do mundo? Essa gente num sabe escolher não, né? Apesar de que eu também não saberia dizer quem é a mulher mais linda do mundo. Eu sou uma pessoa muito indecisa. Jennifer Aniston é linda, eu acho. Com aquele jeitinho fofo, ela é linda. Se fosse a mulher mais sexy, oh, Gwyneth. Sexy até dizer chega. Mas a lista foi bem estranha. Beyoncé? Halle Berry? LINDAS? JURA? Bem, enfim, gosto é que nem cu, mesmo.

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For the record: eu não ganhei UM OVO de páscoa sequer nesse ano. NEM UM OVINHO. Ganhei bombons. Ferrero Rocher, ok. Lacta, ok. Nestlé, ok. Mas, gente. PASCOA, né. OVO DE PASCOA. Não ganhar ovo de páscoa na páscoa é extremamente frustrante. Nunca mais eu deixo de ME DAR o meu proprio ovo, só pra garantir. Que puxa...

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Eu ando ‘praticando’ (não sei se essa é a palavra certa, pq soa como se fosse uma coisa que eu ando me impondo, e não é. Ok, talvez eu ande me esforçando MAIS do que antes.) o amor nesses dias. Aquela coisa de dar uma Segunda chance às primeiras e implicantes impressões, sabe? Falando claro: gente com quem eu antipatizo de primeira, e SEI que é MUITO por simples IMPLICANCIA MINHA, eu ando me esforçando pra colocar a minha implicancia em segundo plano e abrir os olhos para enxergar a pessoa como ela realmente é, sem os meus pré-conceitos sobre ela. E isso faz bem, né? E quem me abriu os olhos e me INSPIROU? Dona Ivánova. Linda.

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Pré-conceitos são uma bosta. E são um peso, né? E de peso pra carregar nessa vida, gente, já bastam as gorduras acumuladas na minha barriga.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Toda vez que constato que eu simplesmente NÃO SEI ser ajudada porque eu simplesmente NUNCA FUI ajudada, me dá vontade de chorar. Não sei se alguém vai entender isso algum dia. Mas não saber ser ajudada é triste. É muito triste. Pior ainda é QUERER ser, é PRECISAR ser. E não saber dizer, não saber pedir, não saber receber. Quando recebo, fico sem graça, não sei como agir, como agradecer, me sinto mal até. Tão acostumada a vida inteira a sempre me virar sozinha. Aos trancos e barrancos, mas sempre me virar sozinha. Não porque eu QUIS assim, mas porque não tive opção. Porque me apaixonei por alguém que nao fazia PORRA NENHUMA pra mim, e, como eu ERA uma besta, eu fazia tudo para/por ele. Tudo. Tudo. Todos os problemas dele era eu que resolvia. Toda a falta de dinheiro dele era eu que supria. Todos os traumas dele eram descarregados em mim. E assim foram 10 anos. De verdade, foram 12 anos. 12 anos de escravidão psicológica. Minha. Tudo culpa minha. Não culpo a ninguém a não ser eu. Porque a burra fui eu. A mentalmente fraca fui eu. A sentimentalmente carente fui eu. Então eu, por minha conta e risco, me fudi. Então tem esse reflexo disso. Essa minha absoluta incapacidade de ser ajudada. Eu quero sempre fazer tudo sozinha. Não é que eu QUEIRA. É que eu acho SEMPRE que é meio que minha obrigação fazer tudo sozinha, acho sempre que NINGUEM vai me ajudar, mesmo. Mas daí tem. E eu fico embasbacada olhando enquanto alguém me ajuda. Pra mim é tudo um encanto. É como uma mágica. É tão surreal pra mim. E eu fico olhando. Encantada, embasbacada e pensando: "não é lindo?". Porque pra mim é isso. É lindo alguém me ajudar. Me quebra. Me deixa sem ação. É como uma pessoa que vê o mar pela primeira vez. É como se eu estivesse sempre vendo o mar pela primeira vez quando alguém me ajuda. É um problema grave, eu sei. Mas taí. Eu não consigo me ajudar.
É difícil. É difícil quando as pessoas não querem ser ajudadas. É difícil quando elas só querem o "venha a nós". É difícil quando elas não conseguem se enxergar, porque aí não tem como elas verem onde está errado, e tentar consertar. É difícil quando você gosta tanto de uma pessoa, e anos e anos e anos depois, percebe que não tem jeito, que não é ajudando que ela vai realmente ser ajudade. É difícil quando você compreende que não adianta ser "bom" pra essa pessoa, que o que ela precisa é justamente que ninguém a ajude, pra ver se ela consegue enxergar o mundo ao seu redor. É difícil quando você vê que você tem um tanto de culpa, e que você foi culpada justamente por sempre ajudá-la, sempre livrá-la dos problemas, sempre tapar os buracos, sempre proteger. Sim, a culpa é minha. Eu tenho culpa nisso. Eu acabei alimentando um monstro. E a fome dele nunca vai saciar se eu continuar o alimentando. É difícil pra mim, meu coração fica apertado, mas não tem jeito. Ou isso, ou eu. Ou eu paro de alimentar o monstro, ou ele me devora. E eu não quero ser devorada. Não desse jeito.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ontem eu vi no Fantástico uma matéria sobre um cientista que teria descoberto como apagar do cérebro algumas memórias. É isso mesmo, quase a minha tão sonhada Lacuna Inc., em pessoa. E, engraçado, eu que quis tanto tanto tanto te apagar da minha memória, te apagar da minha vida, ontem, enquanto eu assistia àquela matéria e pensava "o que eu apagaria da minha memória?", eu me surpreendi ao constatar que não te apagaria mais. Eu pensei no seu nome, mas logo em seguida eu pensei "não, não apagaria". Não sei exatamente o que isso significa, mas tenho lá minhas dúvidas quase certezas de que isso significa que meu sentimento por você passou. E que eu realmente guardei coisas boas de você. Que tudo o que você significou pra mim foi grande. Foi lindo. Que você foi realmente importante na minha vida, foi realmente importante pra mim. E que tudo o que você significou, eu quero guardar. Não quero apagar as suas lembranças. Quero guardá-las comigo. Mesmo não tendo dado certo, mesmo tendo ficado tudo no ar, você me acrescentou tanto. E eu não poderia jamais apagar isso. Porque não me dói mais. Antes doía. Hoje não mais. Hoje eu olho pra nossa história e só vejo as coisas bonitas. Não me entristece mais, não me faz mais chorar, não fico mais inconformada. Eu olho pra nossa história com um sorriso no rosto. Porque pra mim foi bom, valeu a pena. E eu fiquei tão feliz com esse sentimento. Porque isso significa também que eu te superei. Que eu te resolvi na minha cabeça. E isso só deixa a minha lembrança de você mais bonita.

Daí hoje fui abrir meu orkut. E vi. Você me apagou.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Oh, tantas coisas. Tantos outros blogs. Tantas buscas por uma identidade. Tantas buscas por mim mesma. Tanto medo de ser descoberta. Tanta necessidade de me descobrir. Tantas palavras presas na mente, sem conseguir sair, e a porta aberta. Tão poucas palavras que valiam a pena dizer. Tantas lágrimas, tantos porquês nunca resolvidos, tantos desabafos, tantos arrependimentos, tudo tanto. Tudo muito por causa disso: The things we cannot have. Mas pensamos que podemos. E acreditamos que conseguiremos um dia. Oh. Não conseguimos. Eu não consegui. Mas to aqui. A gente pode não conseguir as coisas, mas a gente consegue passar por tudo isso e levantar. E voltar a sorrir. E voltar a ser leve. E voltar a dormir. E se perdoar. Não vou dizer voltar a acreditar, porque isso é muito mais difícil. Mas a gente consegue se transformar. A gente consegue filtrar o que de bom teve pra ser filtrado, absorver o que de bom teve pra ser absorvido e jogar todo o resto fora. Todo o resto. Inclusive as lembranças. Se a gente não joga fora, ao menos a gente deixa num baú trancado. E aí com tudo filtrado e absorvido, a gente muda. Se pra melhor ou pior, eu não sei. O que importa é estar bem consigo. Com a sua consciência. Você fez absolutamente tudo o que podia? Yes. Então. Moving on. Porque, como diz minha ídola e musa inspiradora, "a única coisa permanente na nossa vida é a mudança".
- Would you like to come again? Would you like to see Estella again?
- Yes.
- Poor boy, poor boy, poor boy.

The ways of the rich and all my longing, which began that day. To paint for the rich, to have their freedom, to love Estella.

The things we cannot have.